Emirado pede prazo para pagamento de dívida de US$ 59 bilhões.
Risco de calote espalha temor entre os mercados mundiais
O índice Nikkei da Bolsa de Tóquio fechou nesta sexta-feira (27) com queda de 3,2%, seguindo o temor dos mercados mundiais provocado pelo anúncio da moratória de Dubai.
Nesta quinta-feira, o Emirado de Dubai declarou que vai pedir adiamento do pagamento de parte da sua dívida, o que espalhou pelos mercados o medo de que a inadimplência afete bancos expostos à investimentos ligados ao emirado.
O governo de Dubai tentou tranquilizar os mercados afirmando que seu pedido de moratória do pagamento da dívida de US$ 59 bilhões da estatal Dubai World é necessário para “encarar o fardo da dívida”.
Diante do anúncio, vários mercados internacionais fecharam em baixa nesta quinta – entre eles o brasileiro – com medo de que a inadimplência afete bancos que estavam expostos àquela região.
Temor mundial
Os riscos de falência do Emirado de Dubai reavivam as inquietações sobre a saúde financeira de alguns países, em especial da Europa do Leste, esmagados pelo endividamento público e enfraquecidos pela recessão mundial.
A falência de um Estado não é algo frequente. A última aconteceu em 2001, quando a Argentina se declarou inacapaz de honrar os pagamentos de sua dívida externa, fomentando graves tumultos sociais e abrindo uma crise que se alastrou por vários anos.
Porém, com a recessão, o risco desse cenário volta a ameaçar. Obrigados a socorrer os contribuintes e os bancos, os estados contraíram empréstimos com os mercados para financiar seus déficits. De acordo com a agência Moody’s, a dívida pública mundial vai aumentar 45% entre 2007 e 2010.
Em consequência, os mercados podem deixar de comprar títulos de dívida pública e as obrigações emitidas por alguns Estados, ameaçando seu abastecimento de dinheiro.
“Os problemas surgem quando os mercados perdem confiança na capacidade de um país de pagar sua dívida”, resumiu o economista Juan Carlos Rodado, da Natixis.
Fonte: Yahoo
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