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patrimônio líquido representa os valores que os sócios ou acionistas têm na empresa em um determinado momento. No balanço patrimonial, a diferença entre o valor dos ativos e dospassivos e resultado de exercícios futuros representa o PL (Patrimônio Líquido), que é o valor contábil devido pela pessoa jurídica aos sócios ou acionistas, baseado no Princípio da Entidade.

Conforme disposto pela Lei nº 6.404/76, o Patrimônio Líquido é dividido em:

  • Capital social
  • Reservas de Capital
  • Reservas de Reavaliação
  • Reservas de Lucros
  • Lucros ou Prejuízos Acumulados

Capital social

Representa o investimento efetuado na companhia pelos seus proprietários e acionistas, que adquiriram os títulos denominados de ações. Pelas leis brasileiras o valor do capital social é imutável e só sofrerá alterações quando houver a aprovação de aumentos ou diminuições do mesmo. Até 1994 o Capital Social podia ser corrigido monetariamente, mas esse acréscimo era contabilizado em uma conta de reserva de capital, só passando para a conta do capital social quando aprovado o aumento do capital por esse quantum.

Além das ações (se for sociedade anônima), o investimento no capital social pode assumir a forma de cotas (se for uma limitada).

Reservas de capital

Essas reservas em geral constituem-se de saldos em dinheiro que não podem ser distribuídos aos investidores na forma de lucros ou dividendos, devendo ser incorporados ao Capital Social ou compensados com lucros acumulados, quando não houver mais saldo de Reserva de Lucros disponíveis para esse fim. Não representam receitas ou ganhos e não transitam pelo Resultado como Receitas. Algumas subvenções e benefícios fiscais governamentais entregues às empresas para fins de aquisição de bens de capital, são contabilizadas como reservas de capital.

Reservas de reavaliação

As reservas de reavaliação devem ser separadas nas seguintes subcontas:

  • Reavaliação de ativos próprios – Nesta subconta estão classificadas as reavaliações feitas pela empresa se seus próprios bens, pela parcela da nova avaliação ao preço de mercado que excede o valor líquido contábil anterior dos bens.
  • Reavaliação de ativos de Coligadas e Controladas avaliadas ao método da equivalência patrimonial – São registradas as contrapartidas relativas aos débitos feitos na conta de investimento em coligadas e controladas avaliados pelo Método da Equivalência Patrimonial.

Reservas de lucros

São contas de reserva constituídas pela apropriação de lucros da companhia. Representam lucros reservados e constituem garantia e segurança adicional para a saúde financeira da companhia, porque são lucros contabilmente realizados, que ainda não foram distribuídos aos sócios ou acionistas. Conforme a Lei das Sociedades por Ações, podemos ter as seguintes Reservas de Lucros:

  • Reserva Legal – Estabelecida para dar proteção ao credor. Pode ser utilizada apenas para compensar prejuízos e incrementar o capital social. É a única OBRIGATÓRIA.
  • Reserva Estatutária – Instituída por determinação do estatuto da companhia. Sua finalidade e seus critérios devem sem plenamente definidos.
  • Reserva para Contingências – É constituída por uma parcela de lucros, com o intuito de amenizar prováveis perdas que venham prejudicar o resultado de exercícios futuros.
  • Reserva de Retenção de Lucros – A empresa poderá reter parte do LLE para constituí-la com o objetivo de expandir os negócios, criando filiais ou investir em novas empresas.
  • Reserva de incentivos Fiscais – A empresa poderá constituir RIF quando do recebimento de doações e subvenções governamentais para investimentos.
  • Reserva de Lucros a Realizar – constitui-se RLR quando o Dividendo Obrigatório ultrapassar o valor do LLE realizado financeiramente.

Prejuízos acumulados

Representa o saldo remanescente dos prejuízos líquidos das apropriações de lucros e dos dividendos ainda não distribuídos, não capitalizados porém já apropriados para constar no Patrimônio Líquido na data do Balanço. Essa conta representa a interligação entre o Balanço e a Demonstração do Resultado do Exercício.

Lucros Acumulados não são mais permitidos devido a lei 11.638 de 28/12/2007


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As Contas Contábeis são a essência da Contabilidade, que já foi chamada de “Ciência das Contas”. Sem as contas, preferencialmente organizadas na forma cartesiana ou racional (videanálise contábil) e escrituradas pelo método das partidas dobradas (vide Escrituração), os sistemas de informação que se utilizam de dados empresariais devem ser denominados de Gerenciais ou Administrativos – e não Contábeis (ver Sistema de Informação Contábil).

História

Antes das inovações introduzidas nos estudos científicos pelos mestres italianos do século XIX (Cerboni, Besta, Villa etc.), a escola dominante era a francesa, cujas teorias da época foram chamadas de corrente contábil do contismo (vide contabilidade). A mais popular teoria de contas, chamada de “teoria das cinco contas” dominou a contabilidade prática durante quase dois séculos. Foi criada por Edmond Degrange (pai) no século XVIII, que também introduziu o livro Diário-Razão, o qual teve grande aceitação nos Estados Unidos, a ponto de ser mais conhecido como Diário Americano. Ao contismo se sucederia ainda o Neocontismo.

Com as mudanças verificadas na contabilidade aplicada em direção as diversas formas de “gestão contábil”, as teorias de contas deixaram de ser desenvolvidas no século XX. No Brasil não é raro usar-se nos textos acadêmicos da matéria a expressão “Elementos patrimoniais”, em substituição à contas. Todavia, ao final desse século, com a introdução dos sistemas informatizados que integram as bases de dados administrativas com as contábeis (sistemas ERP, no jargão da Tecnologia da Informação), as contas voltaram ao centro das discussões no meio contábil. Isto porque são elas os elementos de introdução de dados aos sistemas nesse formato; e também se constituem nos vínculos entre os diversos dados.

Classificação

Como uma contribuição para a sistematização desse novo desenvolvimento na contabilidade prática, sugerimos que as contas passem a ser organizadas inicialmente nos seguintes grupos:

Contas patrimoniais e de resultado – registrem os elementos patrimoniais na forma exigida nas leis brasileiras das SAs e do Código Civil.

Contas de Análise e Controle – registrem os diversos fatos e atos adicionais de interesse de um sistema contábil. O exemplo mais comum são as contas de compensação. Mas podem ser incluidas as contas auxiliares (centro de custo, contas de abertura e encerramento) e as contas transitórias (despesas pré operacionais).

Outras classificações de interesse

  • Para fins de análise contábil: contas analíticas e contas sintéticas (ver Classificação facetada);
  • Para fins de vínculos entre si: conta principal e conta acessória (clientes e provisão para devedores duvidosos, por exemplo);
  • Para fins de gestão contábil: contas de funcionamento (representativa de inventários tais como caixa, títulos, bens do imobilizado) e contas de gestão (receitas, custos, despesas, lucros a distribuir, reservas, depreciação). Ressalve-se que na Gestão pública, devem ser incluídas como “de gestão” as contas representativas das Dívidas (flutuante e permanente).

Plano de Contas

Dentro de uma visão abrangente, as contas fazem parte de um sistema contábil cujos objetivos do ponto de vista da Estrutura de uma Entidade Contábil tanto podem ser internos quanto externos, o que o torna de grande complexidade.

O primeiro passo para que as contas tenham como atender a maioria desses objetivos, é a de organizá-las em um Plano de Contas (Também conhecido como Quadro de Contas ou Estrutura de Contas). Antes do advento dos sistemas contábeis informatizados do tipo ERP, na qual se mesclam objetivos contábeis com administrativos, os Planos de contas eram elaborados para se possibilitar uma eficiente análise de contas, ou seja, utilizava-se o método cartesiano e racional da seguinte maneira:

As contas analíticas dividiam-se em contas analíticas propriamente ditas (subníveis de modalidade, elemento e item por exemplo) e contas de correntistas ou correspondentes (chamadas algumas vezes de contas-correntes);

As contas sintéticas agrupavam-se em diferentes níveis, tais como: Grandes Grupos de Contas, Grupo de Contas, Subgrupo de contas etc.

Tendo em vista a estrutura desenvolvida pela lei societária brasileira, um Plano de contas analítico poderia ter a seguinte estrutura de 1º nivel:

  • Código 1 - Ativo
  • Código 2 - Passivo
  • Código 3 - Patrimônio Líquido
  • Código 4 - Receitas
  • Código 5 - Custos
  • Código 6 - Despesas e Outros Resultados
  • Código 7 – Despesas pré-operacionais
  • Código 8 – Contas de filiais
  • Código 9 – Outras contas de controle e análise

A partir dessa codificação inicial (que pode variar de acordo com a entidade. Por exemplo, se a Entidade não for do tipo industrial, pode-se mudar o código 5 para Despesas e o Código 6 para Outros Resultados), citamos como exemplo o código de uma conta patrimonial:

Conta 1211-0001, sendo que:

  • Código 1 – Ativo
  • Código 12 – Ativo Circulante
  • Código 121 – Clientes
  • Código 1211 - Duplicata
  • Código Extensão 0001 – (nome do cliente).

Exemplo de uma conta de resultados:

6111.0003:

  • Código 6 – Despesas e Outros Resultados
  • Código 61 – Despesas Administrativas
  • Código 611 – Despesas de Pessoal
  • Código 6111 - Salários e remunerações
  • Código Extensão 0003 - Horas extras

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Em contabilidade, o passivo corresponde ao saldo das obrigações devidas, enquanto no ativo se representam os bens e direitos que pertencem a uma determinade entidade. O passivo é a coluna da direita em um balanço patrimonial.

O passivo é um recurso controlado por uma entidade e um acontecimento passado e do qual se esperam que fluam benefícios económicos no futuro, cuja liquidação se espera um ex-fluxo de recursos.

Na contabilidade brasileira, por força da legislação o passivo se divide em:

  • Passivo propriamente dito (passivo exigível) e patrimônio líquido (passivo não exigível). O Passivo exigível se sub-divide em passivo exigível a curto prazo, passivo exigível a longo prazoe resultado de exercícios futuros (Direito Privado).
  • Passivo financeiro e passivo permanente, conforme lei 4.320/64 (direito público, que regulamenta a contabilidade pública).

Para fins de análise contábil, as contas contábeis que compõe o passivo exigível curto e longo prazo (direito privado), podem ser inicialmente segregadas em obrigações em moeda nacional, e obrigações em moeda estrangeira. A partir desse início, pode se proceder as sub-divisões, a serem compostas das principais obrigações. Como exemplo: salários, remunerações e encargos a pagar, empréstimos e financiamentos a pagar, fornecedores e prestadores de serviços a pagar, tributos a pagar e a recolher, adiantamentos a clientes, provisões etc.

O resultado de exercícios futuros em geral se divide em receitas e custos diferidos.


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Em contabilidade o ativo são os bens e direitos que a empresa tem num determinado momento, resultante de suas transações ou eventos passados da qual futuros benefícios econômicos podem ser obtidos. Exemplos de ativos incluem caixa, estoques, equipamentos e prédios.

Cumpre ressaltar a evolução da Teoria Contábil na conceituação do Ativo: durante muito tempo se definiu os bens do Ativo como aqueles que a Entidade detivesse o chamado “Direito de Propriedade” (escola doPersonalismo, por exemplo). Com o advento do Patrimonialismo, qualquer bem que seja utilizado economicamente pela Entidade, passou a figurar no Ativo. Na Contabilidade Pública brasileira, há grande quantidade de contas de compensação, que figuram em Ativos para fins de controle e análise, ou seja, independem das relações diretas jurídicas e ecônomicas com um determinado bem.

Para fins de organização em um Ativo do Balanço Patrimonial, os bens podem ser classificados da seguinte forma:

  • Bens tangíveis – São os bens que tem um corpo físico, tais como terrenos, obras civis, máquinas e utensílios, móveis, veículos, benfeitorias em propriedades arrendadas, direitos sobre recursos naturais etc.
  • Bens intangíveis – Os ativos intangíveis não possuem característica física e são de difícil avaliação. Dentro deste grupo estão aspatentes, direitos autorais, goodwill, marcas, etc.

Classificação dos Ativos

Seguindo técnica oriunda da Contabilidade financeira, no Ativo doBalanço Patrimonial as contas devem estar dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nela registrados, conforme grupos a seguir:

Ativo Circulante

Dinheiro em caixa ou em bancos; bens, direitos e valores a receber no prazo máximo realizável até o término do exercício seguinte (duplicatas, estoques de mercadorias produzidas, etc.).

Ativo Não Circulante

Os recursos aplicados no Ativo Fixo ou Imobilizado, são todas as aplicações de recursos feitas pela empresa de forma permanente (fixa) que a empresa utiliza para a realização de suas atividades, e podem ser classificados em bens tangíveis ou intangíveis.

Segundo a Medida Provisória 449/08, o grupo de contas do Balanço denominado Ativo Não Circulante Permanente se divide em:

  • Realizável a Longo Prazos
  • Investimentos
  • Ativo Imobilizado
  • Ativo Intangivel

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Balanço Patrimonial é a demonstração contábil destinada a evidenciar, qualitativa e quantitativamente, numa determinada data, a posição patrimonial e financeira da Entidade.

No balanço patrimonial, as contas deverão ser classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da empresa.

De acordo com o § 1º do artigo 176 da Lei 6.404/76, as demonstrações de cada exercício serão publicadas com a indicação dos valores correspondentes das demonstrações do exercício anterior, para fins de comparação.

COMPOSIÇÃO

O Balanço Patrimonial é constituído pelo:

Ativo compreende os bens, os direitos e as demais aplicações de recursos controlados pela entidade, capazes de gerar benefícios econômicos futuros, originados de eventos ocorridos.

Passivo compreende as origens de recursos representados pelas obrigações para com terceiros, resultantes de eventos ocorridos que exigirão ativos para a sua liquidação.

Patrimônio Líquido compreende os recursos próprios da Entidade, e seu valor é a diferença positiva entre o valor do Ativo e o valor do Passivo. Quando o valor do Passivo for maior que o valor do Ativo, o resultado é denominado Passivo a Descoberto. Portanto, a expressão Patrimônio Líquido deve ser substituída por Passivo a Descoberto.

AGRUPAMENTO

Os elementos da mesma natureza e os saldos de reduzido valor quando agrupados, e desde que seja indicada a sua natureza e nunca devem ultrapassar, no total, um décimo do valor do respectivo grupo de contas, sendo vedada a utilização de títulos genéricos como “diversas contas” ou “contas correntes”.

PROCEDIMENTOS PARA ELABORAÇÃO DO BALANÇO

Ao término do exercício, como se faz em todos os meses, procede-se ao levantamento do balancete de verificação, com o objetivo de conhecer os saldos das contas do razão e conferir sua exatidão.

No balancete são relacionadas todas as contas utilizadas pela empresa, quer patrimoniais quer de resultado, demonstrando seus débitos, créditos e saldos.

As contas do balancete, no fim do exercício, sejam patrimoniais ou de resultado, nem sempre representam, entretanto, os valores reais do patrimônio, naquela data, nem as variações patrimoniais do exercício, porque os registros contábeis não acompanham a dinâmica patrimonial no mesmo ritmo em que ela se desenvolve.

Desta forma, muitos dos componentes patrimoniais aumentam ou diminuem de valor, sem que a contabilidade registre tais variações, bem como muitas das receitas e despesas, recebidas ou pagas durante o exercício, não correspondem realmente aos ingressos e ao custo do período.

Daí a necessidade de se proceder ao ajuste das contas patrimoniais e de resultado, na data do levantamento do balanço, para que elas representem, em realidade, os componentes do patrimônio nessa data, bem como suas variações no exercício.

CONCILIAÇÕES DOS SALDOS CONTÁBEIS

A conciliação consiste, basicamente, na comparação do saldo de uma conta com uma informação externa à contabilidade, de maneira que se possa ter certeza quanto à exatidão do saldo em análise.

As fontes de informações mais usuais para verificação dos registros contábeis são os livros fiscais, os extratos bancários, as posições de financiamentos e carteiras de cobranças, as folhas de pagamento, os controles de caixa, etc.

AJUSTES E RECLASSIFICAÇÕES PATRIMONIAIS

Para elaboração do balanço devem ser efetuados vários ajustes e reclassificações nas contas patrimoniais, como estoques, empréstimos, etc.

Calcula-se também a provisão para o Imposto de Renda e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, de acordo com as normas tributárias vigentes, fazendo-se a respectiva contabilização.

LANÇAMENTOS DE ENCERRAMENTO DO EXERCÍCIO

Para apuração do resultado do exercício, faz-se os lançamentos de encerramento, debitando-se as contas de receitas e creditando-se uma conta transitória, chamada de “apuração do resultado do exercício”.

O inverso é efetuado nas contas de despesas e custos, debitando-se a conta “Apuração do Resultado do Exercício” e creditando-se as contas de custos ou despesas.

O saldo da conta “Apuração do Resultado do Exercício” será então transferida para a conta de “Resultados a Destinar”, sendo esta distribuída para outras contas patrimoniais, conforme proposta da administração.

CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS PATRIMONIAIS

Após os ajustes pertinentes e lançamentos de encerramento das contas de resultado, as contas remanescentes são apenas as contas patrimoniais, que devem ser separadas e classificadas em grupos para elaboração do balanço patrimonial, sendo que o saldo do ativo deve ser igual ao do passivo.


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A Demonstração do Resultado do Exercício tem como objetivo principal apresentar de forma vertical resumida o resultado apurado em relação ao conjunto de operações realizadas num determinado período, normalmente, de doze meses.

De acordo com a legislação mencionada, as empresas deverão na Demonstração do Resultado do Exercício discriminar:

-         a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os impostos;

-         a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços vendidos e o lucro bruto;

-         as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais;

-         o lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as outras despesas;

-         o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a provisão para o imposto;

-         as participações de debêntures, empregados, administradores e partes beneficiárias, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados, que não se caracterizem como despesa;

-         o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital social.

Na determinação da apuração do resultado do exercício serão computados em obediência ao princípio da competência:

a) as receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente de sua realização em moeda; e
b) os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a essas receitas e rendimentos.

MODELO DA DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

RECEITA OPERACIONAL BRUTA
Vendas de Produtos
Vendas de Mercadorias
Prestação de Serviços

(-) DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA
Devoluções de Vendas
Abatimentos
Impostos e Contribuições Incidentes sobre Vendas

= RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA

(-) CUSTOS DAS VENDAS
Custo dos Produtos Vendidos
Custo das Mercadorias
Custo dos Serviços Prestados

= RESULTADO OPERACIONAL BRUTO

(-) DESPESAS OPERACIONAIS
Despesas Com Vendas
Despesas Administrativas

(-) DESPESAS FINANCEIRAS LÍQUIDAS
Despesas Financeiras
(-) Receitas Financeiras
Variações Monetárias e Cambiais Passivas
(-) Variações Monetárias e Cambiais Ativas

OUTRAS RECEITAS E DESPESAS

Resultado da Equivalência Patrimonial

Venda de Bens e Direitos do Ativo Não Circulante

(-) Custo da Venda de Bens e Direitos do Ativo Não Circulante

= RESULTADO OPERACIONAL ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL E SOBRE O LUCRO

(-) Provisão para Imposto de Renda e Contribuição Social Sobre o Lucro

= LUCRO LÍQUIDO ANTES DAS PARTICIPAÇÕES

(-) Participações de Administradores, Empregados, Debêntures e Partes Beneficiárias

(=) RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO


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Administradores, tremei, eis que chega a hora de podermos assinar balanço e não precisar mais do trabalho de contadores e contabilistas. Com a decisão de não haver a necessidade de diploma, vários cursos poderão ser extintos e outros adaptados para atender a cada vez mais pessoas.

Hoje existem várias áreas da ciência, entre elas as sociais aplicadas onde se encontram Administração, Economia, Contábeis e Atuárias. A partir do momento que o diploma deixar de ter valor, poderá ser criado um único curso misto e apenas os que tiverem interesse em se dedicar a uma única área de abordagem terá que continuar a estudar e se aprofundar no assunto. No caso da Administração (curso mais abrangente) sua estrutura será pouco diferente do atual, isso caso realmente o STF altere as regras de forma constitucional, assim sendo, com apenas um curso será possível registrar-se em diversos órgãos reguladores e ter autoridade de exercer a profissão como por exemplo atuário, economista, contador etc.

Nada está certo mas caso realmente ocorra muitas mudanças serão feitas. Resta aguardar…


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atuário é o profissional preparado para mensurar e administrar riscos. Seu trabalho se desenvolve em projetos, pesquisas e planos de fundos de investimento, na política de gestão desses fundos, na medição e administração de riscos, no cálculo de probabilidades e na fiscalização da previdência pública, privada e de seguros.

A atividade requer desenvolvimento de estratégias para o diagnóstico de problemas financeiros e a construção de modelos de ações em qualquer âmbito do mercado de capitais.

Suas ações se estabelecem em, basicamente, três setores econômicos:
- Seguros: trabalha com a fiscalização do trabalho técnico na área de seguros, ficando responsável pelos cálculos de prêmios e indenizações, além dos cálculos de probabilidades.
- Previdência: pode trabalhar tanto com a Previdência Social como com a privada, gerenciando os cálculos de fundos a serem criados para a cobertura de compromissos futuros, além de produzir relatórios de avaliação e mensuração do alcance da previdência e de possíveis riscos.
- Capitalização e investimentos: trabalha com a pesquisa de fundos de investimento, a elaboração de planos e políticas de investimento, com a gestão desses fundos, com aconselhamento e consultoria no mercado financeiro e a medição dos possíveis riscos.

Atualmente, há 14 cursos de Ciências Atuariais reconhecidos no Brasil e dois autorizados.

Fontes: Instituto Brasileiro de Atuária e Brasil Profissões


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As ciências atuariais ou atuária caracterizam a área do conhecimento que analisa os riscos e expectativas financeiros e econômicos, principalmente na administração de seguros e pensões. Suas metodologias mais tradicionais são baseadas em teorias econômicas, envolvendo suas análises numa forte manipulação de dados, num contexto empresarial. Portanto, atuária é uma área de conhecimento multidisplinar, onde o domínio de conceitos em economia, administração, contabilidade, matemática, finanças e estatística são fundamentais para o entendimento dos modelos atuariais mais elementares.

Essa ciência surgiu há cerca de 150 anos na Inglaterra, estudando basicamente a mortalidade da população. A partir de então, ela voltava-se para o cálculo da expectativa de vida, com interesse nas questões de aposentadoria e pensão.

No século XX, a área de seguros expandiu a abrangência do estudo atuarial, e a inserção cada vez mais freqüente das empresas de seguro e pensão no mercado financeiro, fez com que a ciência atuarial se especializasse cada vez mais em campos econômicos e financeiros. A partir de então as empresas seguradoras passaram a oferecer programas de seguro de vida e outras especializações, o que gerou cada vez maior necessidade do desenvolvimento das ciências atuariais.

Os estudos da atuária dividem-se em dois principais ramos: o vida e o não-vida. O primeiro trata das questões de longo prazo, como aposentadoria, pensões, seguros de vida e saúde. O segundo está mais relacionado a característcas de curto prazo, como como os seguros de automóveis e responsabilidade civil.

Fonte: FEAUSP


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Contabilidade é a ciência que estuda, interpreta e registra os fenômenos que afetam o patrimônio de uma entidade. Ela alcança sua finalidade através do registro e análise de todos os fatos relacionados com a formação, a movimentação e as variações do patrimônio administrativo, vinculado à entidade, com o fim de assegurar seu controle e fornecer a seus administradores as informações necessárias à ação administrativa, bem como a seus titulares (proprietários do patrimônio) e demais pessoas com ele relacionadas, as informações sobre o estado patrimonial e o resultado das atividades desenvolvidas pela entidade para alcançar os seus fins.

Diversas técnicas são usadas pela contabilidade para que seus objetivos sejam atingidos: a escrituração é uma forma própria desta ciência de registrar as ocorrências patrimoniais; as demonstrações contábeis são demonstrações expositivas para reunir os fatos de maneira a obter maiores informações, e a análise de balanços é uma técnica que permite decompor, comparar e interpretar o conteúdo das demonstrações contábeis, fornecendo informações analíticas, cuja utilidade vai além do administrador.

Existe ainda uma dificuldade em classificar a contabilidade. Apesar de no geral ser considerada uma ciência social, assim como economia e administração, algumas vezes ela é chamada técnica ou arte.

No entanto, independente de sua classificação, é esta técnica, arte ou ciência que adquire cada vez maior importância, dado o crescimento das corporações, entidades e empresas, que exige grande eficácia dos profissionais da contabilidade, para que sejam capazes de trabalhar a infinita gama de informações que são necessárias ao estudo e controle do patrimônio.

Fonte: FEAUSP


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