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Pesquisa aponta carreiras do futuro

Inovação, qualidade de vida e meio ambiente são tendências

O Profuturo (Programa de Estudos do Futuro), da FIA (Fundação de Instituto de Administração), anuncia os resultados da pesquisa Delphi “Carreiras do Futuro”, com o objetivo de identificar as áreas mais promissoras e onde estarão as oportunidades de negócios para empreendedores até o ano de 2020. Segundo os especialistas consultados, a ênfase crescente na inovação, a busca por qualidade de vida e a preocupação com o meio ambiente estarão entre os fatores mais relevantes no delineamento das carreiras mais promissoras.

Os negócios potenciais estarão no setor de serviços, em áreas como saúde e qualidade de vida, turismo e lazer, alimentação, serviços para a terceira idade e consultorias especializadas – tais como sustentabilidade, desenvolvimento de carreira, consultoria pessoal e planejamento financeiro.

Veja o quadro com as carreiras promissoras:

QUADRO DAS 6 CARREIRAS EMERGENTES MAIS PROMISSORAS ATÉ 2020
 
Carreiras
% indicado
Atividades
1
Gerente de Eco-Relações
72
Profissional que irá se comunicar e trabalhar com consumidores, grupos ambientais e agências governamentais para desenvolver e maximizar programas ecológicos.
2
Chief Innovation Officer
67
Interagirá com os funcionários em diferentes áreas da organização para pesquisar, projetar e aplicar inovações.
3
Gerente de Marketing e-Commerce
46
Gerencia o desenvolvimento e implementação de estratégias de web sites para vender produtos e serviços.
4
Conselheiros de Aposentadoria
39
Profissionais responsáveis por ajudar a planejar a aposentadoria.
5
Coordenador de Desenvolvimento da Força de Trabalho e Educação Continuada
35
Coordenador responsável por gerenciar programas para ajudar funcionários qualificados a atingir níveis avançados em suas áreas de especialização.
6
Bioinformationists
34
Cientistas que trabalharão com informação genética, servindo como uma ponte para cientistas que trabalham com o desenvolvimento de medicamentos e técnicas clínicas.

A maioria dos entrevistados, ou seja, 38% deles indicaram a inovação como um fator crítico para a competitividade das empresas, dando ênfase no desenvolvimento tecnológico, na educação continuada e na busca por novos conhecimentos. A pesquisa aponta ainda que as áreas de Biotecnologia, Nanotecnologia, Saúde e Medicina serão promissoras.

A busca pela qualidade de vida foi a opção de 26% dos especialistas que participaram do estudo. Segundo eles, o crescimento da Internet, com maior acesso e mais pessoas fazendo compras e pesquisas pela rede, deve alavancar os serviços na web.

Outros 18% acreditam que o conceito de sustentabilidade ganhará força, o que aumentará a atuação de profissionais nas áreas ambientais. De acordo com o estudo, será necessária a busca de alternativas de baixo impacto ambiental e pouca poluição para a produção de diversos produtos.

Há ainda uma expectativa de aumento da participação das atividades empreendedoras no mercado profissional. O estudo apontou projeção de aumento da taxa de atividade empreendedora no país, que poderá chegar a 17% da população economicamente ativa – contra uma média de 12,8% observada entre 2001 e 2007. Como justificativa a essa elevação, 54% dos entrevistados acreditam nas transformações das relações de trabalho.

A pesquisa revelou que haverá uma diminuição dos postos de trabalho formais, o que impulsionará muitos profissionais a criar seu próprio emprego. Novas formas de venda das habilidades individuais surgirão e estarão cada vez mais direcionadas às formas autônomas.

A melhora da educação e dos índices sociais foi apontada como outra tendência do aumento da atividade empreendedora no Brasil. A estimativa é que até 2020, haja um número maior de profissionais com Ensino Superior no Brasil. Mas, para isso, a pesquisa enfatiza a necessidade das empresas, universidades e cursos de MBA prepararem os futuros empreendedores no País.

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Regiões que mais consomem chocolate no Brasil

1º. Salvador: 75%
2º. Belo Horizonte: 72%
3º. Fortaleza: 72%
4º. São Paulo: 72%
5º. Brasília: 71%
6º. Porto Alegre: 70%
7º. Curitiba: 68%
8º. Recife: 68%
9º. São Paulo (Total interior): 68%
10º. Rio de Janeiro: 65%

Percentual de consumidores em relação a população.

Fonte: IBOPE

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As marcas de maior valor no Brasil

 1.Bradesco

 2.Itaú

 3.Banco do Brasil

 4.Volkswagen

 5.AmBev

 6.Vivo 

 7.Petrobras

 8.GM

 9.OI

10.Fiat

O Bradesco é a marca mais valiosa do Brasil - bem à frente, aliás, do seu grande concorrente, o Itaú, a marca número dois do país.

Esta é a conclusão da quarta edição de um estudo que aponta as cem marcas brasileiras de maior valor. O levantamento foi feito pela britânica Brand Finance, a maior empresa de avaliação de marcas do mundo. O estudo foi feito em dezembro e será divulgado nas próximas horas.    

Segundo a Brand Finance, a marca Bradesco vale 16,2 bilhões de reais. O Itaú, 11,8 bilhões de reais. Os bancos estão bem na fotografia: o Banco do Brasil aparece em terceiro lugar, valendo 7,4 bilhões de reais.   

Algumas empresas que tiveram notórios problemas em 2008 desceram a ladeira. A Sadia perdeu 46% do seu valor - era a 17ª da lista de 2007 e hoje é a 32ª. A Aracruz, que assim como a Sadia, foi atropelada pelo trem dos derivativos cambiais, perdeu 28% do seu valor. A Gol e TAM, donas de prejuízos monumentais em 2008, também perderam: 47% e 51%, respectivamente.

De acordo com a Brand Finance, a crise pode ter atingido (e atingiu em cheio) o valor de mercado das empresas brasileiras, mas suas marcas não experimentaram retração. Enquanto, o valor de mercado das empresas listadas em bolsa caiu 351 bilhões de reais ante 2007 - uma redução de 25,3%, a soma do valor das marcas aumentou 5,7%, Em reais, um total de 12,3 bilhões.

Fonte: Brand Finance / Veja

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Idalberto Chiavenato

Idalberto Chiavenato  

Idalberto Chiavenato

Idalberto Chiavenato nascido em 1936 no interior do estado de São Paulo, é autor brasileiro na área de administração de empresas e de recursos humanos tendo seus livros utilizados por administradores no Brasil, países da América Latina, Portugal, Espanha e países africanos de língua portuguesa. Atualmente, o Professor Chiavenato atua como conselheiro no Conselho Regional de Administração do Estado de São Paulo (CRA-SP) e Presidente do Instituto Chiavenato de Educação.

Perfil acadêmico

É graduado em Filosofia/Pedagogia, com especialização em Psicologia Educacional pela USP, em Direito pela Universidade Mackenzie e pós-graduado em Administração de Empresas pela EAESP-FGV. É mestre (MBA) e Doutor (Ph.D.) em Administração pela City University of Los AngelesCalifórniaEstados Unidos. Foi professor da EAESP-FGV, como também de várias universidades no exterior, e consultor de empresas. Sua extensa bibliografia abrange mais de vinte livros de grande destaque no mercado, além de uma infinidade de artigos em revistas especializadas. É provavelmente o único autor brasileiro a ostentar mais de doze livros sobre administração traduzidos para a língua espanhola. Recebeu vários prêmios e distinções por sua atuação na área de administração geral e de recursos humanos incluindo dois títulos Doutor Honoris Causa em universidades na América Latina.

Livros de sua autoria

Principais obras disponíveis:

  • Administração para Administradores e Não-Administradores - Ed. Saraiva (2008) 272 páginas
  • Introdução à Teoria Geral da Administração 7ª edição - Ed. Campus (2004) 634 páginas
  • Administração nos Novos Tempos 2ª edição - Ed. Campus (2004) 648 páginas
  • Carreira – Você É Aquilo Que Faz - Ed. Saraiva (2006) 153 páginas
  • Cartas a um Jovem Administrador 2ª edição - Ed. Campus (2007) 164 páginas
  • Administração – Teoria, Processo e Prática 4ª edição - Ed. Campus (2006) 408 páginas
  • Administração de Materiais - Ed. Campus (2005) 192 páginas
  • Planejamento Estratégico - Ed. Campus (2004) 415 páginas
  • Administração da Produção - Ed. Campus (2005) 200 páginas
  • Administração de Vendas - Ed. Campus (2005) 200 páginas
  • Teoria Geral da Administração Vol. I 6ª edição - Ed. Campus (2001) 695 páginas
  • Teoria Geral da Administração Vol. II 6ª edição - Ed. Campus (2001) 560 páginas
  • Gestão de Pessoas 3ª edição - Ed. Campus (2008) 624 páginas
  • Princípios da Administração - Ed. Campus (2006) 375 páginas
  • Introdução à Teoria Geral da Administração 3ª edição Compacta - Ed. Campus (2004) 528 páginas
  • Comportamento Organizacional 2ª edição - Ed. Campus (2005) 539 páginas
  • Administração Financeira - Ed. Campus (2005) 116 páginas
  • Recursos Humanos – O Capital Humano das Organizações 9ª edição - Ed. Campus (2009) 522 páginas
  • Contrução de Talentos 5ª edição - Ed. Campus (2005) 188 páginas
  • Administração Geral e Pública 2ª edição - Ed. Campus (2008) 514 páginas
  • Os Novos Paradigmas 5ª edição - Ed. Manole (2008) 422 páginas
  • Gerenciando com as Pessoas - Ed. Campus (2005) 335 páginas
  • Administração Estratégica - Ed. Saraiva (2003) 286 páginas
  • Planejamento e Controle da Produção 2ª edição - Ed. Manole (2008) 138 páginas
  • Escolha seu Futuro - Ed. Saraiva (2008) 192 páginas
  • História da Administração - Ed. Saraiva (2008) 230 páginas
  • Empreendedorismo 3ª edição - Ed. Saraiva (2008) 281 páginas
  • Visão e Ação Estratégica 3ª edição - Ed. Manole (2009) 205 páginas
  • Administração de Recursos Humanos 7ª edição - Ed. Manole (2009) 308 páginas
  • Desempenho Humano nas Empresas 6ª edição - Ed. Manole (2009) 184 páginas
  • Planejamento, Recrutamento e Seleção de Pessoal 7ª edição - Ed. Manole (2009) 176 páginas
  • Remuneração, Benefícios e Relações de Trabalho 6ª edição - Ed. Manole (2009) 246 páginas
  • Treinamento e Desenvolvimento de Recursos Humanos 7ª edição - Ed. Manole (2009) 210 páginas

Instituto Chiavenato de Educação

O Instituto Chiavenato é uma organização focada essencialmente na Educação de Teorias e Práticas Administrativas envolvendo Publicações, Tecnologia Educacional e Programas Empresariais.

Para atingir os objetivos de oferecer conhecimento e informação como vantagem competitiva para quem atua na área acadêmica ou em organizações públicas e privadas, dispomos de uma estrutura que compreende tecnologia e recursos pedagógicos que permitem gerar resultados para o profissional administrador e sua organização através de processos de educação continuada.

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Bon Grillê adquire Vanilla Caffé

A família Bonfiglioli, dona do grupo Bon Grillé, rede de grelhados fundada em 1994 e que conta com 52 lojas, quer criar uma holding multimarcas na área de franquias de alimentos. Na semana passada, a empresa fechou a compra da rede de cafeterias Vanilla Caffè, adquirindo 65% do capital por R$ 1,2 milhão. O grupo espera que seja a primeira de várias aquisições: até o final do semestre, devem ser adquiridas uma rede de sanduíches e outra de doces. O Vanilla Caffè foi fundado há dois anos por um ex-gerente da Bon Grillé, Sérgio Freire. Aproveitando a onda do café gourmet, a rede tem crescido rápido: já são 20 lojas, com mais nove para inaugurar este ano. A cafeteria faturou R$ 12 milhões em 2008, enquanto o Bon Grillé faturou R$ 42 milhões. Segundo o diretor superintendente do grupo, Nilson Marques, a união das marcas vai gerar uma economia de 25% no custo fixo somado das empresas, aumentando a rentabilidade. 

Fonte: O Estado de S. Paulo.

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Frases de Max Weber

- Faço ciência para saber quanto tempo posso suportar.

- Neutro é quem já se decidiu pelo mais forte.

- Há duas maneiras de fazer política. Ou se vive para a política ou se vive da política. Nessa oposição não há nada de exclusivo. Muito ao contrário, em geral se fazem uma e outra coisa ao mesmo tempo, tanto idealmente quanto na prática.

- Há atos humanos que, considerados isoladamente, são impregnados pela nossa sensibilidade valorativa com as cores mais deslumbrantes, mas que, pelas conseqüências a que dão origem, acabam fundindo-se na cinzenta infinidade do historicamente indiferentente, ou que antes, como geralmente sucede, entrecruzando-se com outros eventos do destino histórico, acabam mudando tanto na dimensão como na natureza do seu sentido, até tornar-se irreconhecíveis.

- A intrusão do dever ser nas questões cientificas é devida ao diabo.

- O homem não teria alcançado o possível se, repetidas vezes, não tivesse tentado o impossível.

- Porque todo mundo quer viver à custa do governo, o governo acaba vivendo à custa de todo o mundo.

- Devemos conceber o Estado contemporâneo como uma comunidade humana que, nos limites de um território, reivindica com sucesso e em seu proveito o monopólio da força física legítima.

- A história nos ensina que o homem não teria alcançado o possível se, muitas vezes, não tivesse tentado o impossível.

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Frases de Philip Kotler

- As companhias prestam muita atenção ao custo de fazer alguma coisa. Deviam preocupar-se mais com os custos de não fazer nada.

- Marketing autêntico não é a arte de vender o que você faz mas saber o que fazer. É a arte de identificar e compreender as necessidades dos consumidores e criar soluções que tragam satisfação aos consumidores, lucros aos produtores e benefícios aos acionistas.

- Dá-se muita atenção ao custo de se realizar algo. E nenhuma ao custo de não realizá-lo.

- Clientes são a melhor propaganda, ele amam as marcas.

- As queixas são uma dádiva porque são a forma de uma empresa melhorar.

- Não sei se existe uma comunidade dos amantes da Coca-Cola na interenet, mas da Harley Davidson existe.

- The customer is boss” ( “O cliente é o chefe” ou “O freguês tem sempre razão”).

- O objetivo do marketing é fazer com que a venda seja desnecessária

- O IPhone da Apple teve praticamente zero de marketing. O que se viu foi um profusão de artigos na mídia. Eles se encarregaram de vender o produto

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Warren Bennis

Warren Bennis

Warren Bennis

 

Warren Bennis Gamaliel (nascido em 8 de março de 1925) é um estudioso americano,  consultor organizacional e autor, amplamente considerado como um pioneiro da o campo de Liderança Estudos contemporâneos. Bennis é professor universitário, um distindo professor de negócios e Administração além disso, é Presidente da Fundação Instituto de Liderança da University of Southern California.

“O seu trabalho no MIT nos anos 1960 sobre comportamento prenunciado grupo – que  ajudou a criar – hoje, mergulhar de cabeça para baixo em menos hierárquicas,  mais democrática e adaptativas instituições públicas e privadas.” Escreveu o especialista em gestão Tom Peters escreveu em 1993, no preâmbulo do livro de Bennis “A Invenção de Uma Vida: Reflexões sobre Liderança e Mudança”.

O perito em gestão, James O’Toole, em uma questão da Bússola 2005, publicado pela Harvard University’s John F. Kennedy School of Government, alegou que Bennis desenvolveu “um interesse em uma então inexistentes-campo que ele acabaria por tornar o seu próprio – a liderança – com a publicação do sua “Teoria da Liderança revisionista na Harvard Business Review, em 1961. ” O’Toole Bennis observou que desafiaram a sabedoria prevalecente mostrando que humanista, democrática líderes de estilo mais adequado para lidar com a complexidade e de mudança que caracterizam a liderança ambiente.

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Bertrand Russel

Bertrand Russell

 

Bertrand Russell

 

Bertrand Arthur William Russell, 3º Conde Russell (Ravenscroft, País de Gales, 18 de Maio de 1872 — Penrhyndeudraeth, País de Gales, 2 de Fevereiro de 1970) foi um dos mais influentes matemáticos, filósofos e lógicos que viveram no século XX. Um importante político liberal, activista e um popularizador da Filosofia. Milhões de pessoas respeitaram Russell como uma espécie de profeta da vida racional e da criatividade. A sua postura em vários temas foi controversa.

Russell nasceu em 1872, no auge do poderio económico e político do Reino Unido, tendo morrido em 1970, vítima de uma gripe, quando o império se tinha desmoronado e o seu poder drenado em duas guerras vitoriosas mas debilitantes. Até à sua morte, a sua voz deteve sempre autoridade moral, uma vez que ele foi um crítico influente das armas nucleares e da guerra estadunidense no Vietname. Era inquieto.

Em 1950, Russell recebeu o Prémio Nobel da Literatura ”em reconhecimento dos seus variados e significativos escritos, nos quais ele lutou por ideais humanitários e pela liberdade do pensamento“.

A vida de Russell

Bertrand Russell pertenceu a uma família aristocrática inglesa. O seu avô paterno, Lord John Russell tinha sido primeiro-ministro nos anos 1840 e era ele próprio o segundo filho do sexto duque de Bedford, de uma família whig (partido liberal, que no século XIX foi muito influente e alternava no poder com os conservadores- “tories”). A sua mãe, viscondessa Amberley (que faleceu quando Bertrand tinha 2 anos de idade) pertencia a uma família aristocrática, era irmã de Rosalinda, condessa de Carlisle. Os seus pais eram extremamente radicais para o seu tempo. O seu pai, o visconde de Amberley, que faleceu quando Bertrand tinha 4 anos, era um ateísta que se resignou com o romance de sua mulher com o tutor de suas crianças. O padrinho de Bertrand foi o filósofo utilitarista John Stuart Mill.

John Russell Viscount Amberley

Visconde de Amberley, pai de Bertrand Russell

Apesar dessa origem algo excêntrica, a infância de Russell leva um rumo relativamente convencional. Após a morte de seus pais, Russell e o seu irmão mais velho Frank (o futuro segundo conde) foram educados pelos avós, bem no espírito vitoriano – o conde Lord John Russell e a condessa Russell, sua segunda mulher, Lady Frances Elliott. Com a perspectiva do casamento, Russell despede-se definitivamente das expectativas dos seus avós.

Russell conheceu, inicialmente, a Quaker americana Alys Pearsall Smith quando tinha 17 anos de idade. Apaixonou-se pela sua personalidade puritana e inteligente, ligada a vários activistas educacionais e religiosos, tendo casado com ela em Dezembro de 1894.

O casamento acabou com a separação em 1911. Russell nunca tinha sido fiel; teve vários casos com, entre outras, Lady Ottoline Morrell (meia-irmã do sexto duque de Portland) e a actriz Lady Constance Malleson Guilherme Amaral Beckert Matz.

Russell estudou Filosofia na Universidade de Cambridge, tendo iniciado os estudos em 1890. Tornou-se membro (fellow) do Trinity College em 1908. Pacifista, e recusando alistar-se durante a Primeira Guerra Mundial, perdeu a cátedra do Trinity College e esteve preso durante seis meses. Nesse período, escreveu a Introdução à filosofia matemática. Em 1920, Russell viajou até à Rússia, tendo posteriormente sido professor de Filosofia emPequim por uma ano.

Em 1921, após a perda do professorado, divorciou-se de Alys e casou com Dora Russell, nascida Dora Black. Os seus filhos foram John Conrad Russell (que sucedeu brevemente ao seu pai como o quarto duque Russell) e Lady Katherine Russell, agora Lady Katherine Tait). Russell financiou-se durante esse tempo com a escrita de livros populares explicando matérias de Física, Ética e Educação para os leigos. Conjuntamente com Dora, fundou a escola experimental de Beacon Hill em 1927.

Com a morte do seu irmão mais velho em 1931, Russell tornou-se o terceiro conde Russell. Foi, no entanto, muito raro que alguém se lhe tenha referido por este nome.

Após o fim do casamento com Dora e o adultério dela com um jornalista americano, em 1936, ele casou pela terceira vez com uma estudante universitária de Oxford chamada Patricia (“Peter”) Spence. Ela tinha sido a governante de suas crianças no verão de 1930. Russell e Peter tiveram um filho, Conrad.

Na primavera de 1939, Russell foi viver nos EUA, em Santa Barbara, para ensinar na Universidade da Califórnia, em Los Angeles. Foi nomeado professor no City College de Nova Iorquepouco tempo depois, mas depois de controvérsia pública, a sua nomeação foi anulada por tribunal: as suas opiniões secularistas, como as encontradas em seu livro “Marriage and Morals”, tornaram-no “moralmente impróprio” para o ensino no college. Seu livro “Why I Am Not a Christian” que foi uma pronunciação realizada nos anos 20 na seção sul da National Secular Society de Londres e o ensaio “Aquilo em que Creio” foram outros textos que causaram a confusão. (Existe uma pequena história da crise gerada pelo impedimento de Russell de lecionar no City College na introdução da edição brasileira da coletânia ensaios de Russell chamada: “Por que não sou cristão: e outros ensaios sobre religião e assuntos correlatos”). Regressou à Grã-Bretanha em 1944, tendo voltado a integrar a faculdade do Trinity College.

Em 1952, Russell divorciou-se de Patricia e casou-se, pela quarta vez, com Edith (Finch). Eles conheciam-se desde 1925. Ela tinha ensinado inglês no Bryn Mawr College, perto deFiladélfia, nos EUA.

Em 1962, já com 90 anos, mediou o conflito dos mísseis de Cuba para evitar que se desencadeasse um ataque militar. Organizou com Albert Einstein o movimento Pugwash que luta contra a proliferação de armas nucleares.

Bertrand Russell escreveu a sua autobiografia em três volumes nos finais dos anos 60 e faleceu em 1970 no País de Gales. As suas cinzas foram dispersas sobre as montanhas galesas.

Foi sucedido nos seus títulos pelo seu filho do segundo casamento com Dora Russell Black, e, posteriormente, pelo seu filho mais novo (do seu casamento com Peter). Seu filho mais novo, Conrad (nome dado em homenagem ao seu amigo, Joseph Conrad), quinto duque Russell, é um membro da Câmara dos Lordes e um respeitado académico britânico.

Idéias filosóficas

Durante sua longa vida, Russell elaborou algumas das mais influentes teses filosóficas do século XX, e, com elas, ajudou a fomentar uma das suas tradições filosóficas, a assim chamadaFilosofia Analítica. Dentre essas teses, destacam-se a tese logicista, ou da lógica simbólica, de fundamentação da Matemática. Segundo Russell, todas as verdades matemáticas – e não apenas as da aritmética, como pensava Gottlob Frege- poderiam ser deduzidas a partir de umas poucas verdades lógicas, e todos os conceitos matemáticos reduzidos a uns poucos conceitos lógicos primitivos.

Um dos elementos impulsionadores desse projeto foi a descoberta, em 1901, de um paradoxo no sistema lógico de Frege: o chamado paradoxo de Russell. A solução de Russell – para esse e outros paradoxos – foi a teoria dos tipos (inicialmente, a teoria simples dos tipos; posteriormente, a teoria ramificada dos tipos), um dos pilares do seu logicismo. Trata-se, segundo Russell, de se imporem certas restrições à suposição de que qualquer propriedade que pode ser predicada de uma entidade de um tipo lógico possa ser predicada com significado de qualquer entidade de outro ou do mesmo tipo lógico. O tipo de uma propriedade deve ser de uma ordem superior ao tipo de qualquer entidade da qual a propriedade possa com significado ser predicada.

Como outro pilar desse projeto, Russell concebeu a teoria das descrições definidas, apresentada em franca oposição a algumas de suas antigas idéias – em especial, as contidas em sua teoria do significado e da denotação defendida no seu livro The Principles of Mathematics - e à teoria do sentido e referência de Frege. Para Russell, a análise lógica precisa de frases declarativas contendo descrições definidas – expressões como p.ex. “o número primo par”, “o atual rei da França”, etc. – deve deixar clara que, contrariamente às aparências, essas frases não expressam proposições singulares – algumas vezes denominadas proposições russellianas -, mas proposições gerais. p.ex., a frase

(1) O número primo par é maior do que 1,

embora superficialmente tenha a mesma estrutura da frase

(2) Isto é vermelho,

ou seja, aparente como (2) representar uma proposição singular, realmente representa uma proposição geral. Para Russell, (1) analisa-se assim:

(1′) Existe pelo menos um número primo par, e existe no máximo um número primo par, e ele é maior do que 1.

Assim, tal análise deixaria transparente que descrições definidas funcionam logicamente como quantificadores. Contrariamente à sua antiga teoria do significado e da denotação — e à teoria do sentido e referência de Frege–, a teoria das descrições definidas de Russell não associa às descrições definidas significado e denotação — sentido e referência. Segundo Russell, tais expressões desempenham um papel semântico bastante diferente, qual seja, o de denotar ( quando existe o objeto descrito pela descrição definida). Por outro lado, as expressões que desempenhariam o papel de referirem-se diretamente aos objetos seriam “nomes em sentido lógico” (nomes logicamente próprios), como chamou Russell. Um dos seus exemplos preferidos de nomes logicamente próprios são os pronomes demonstrativos: “isto”, “este”, etc. Russell também estendou a sua análise de frases contendo descrições definidas para frases contendo nomes próprios ordinários. Segundo ele, nomes próprios ordinários seriam, de fato, abreviações de descrições definidas que porventura se têm em mente quando se usam tais nomes. P.ex., “Aristóteles” poderia ser uma abreviação de uma descrição como “o maior discípulo de Platão”. (Tal concepção a respeito de nomes próprios ordinários — uma forma de descritivismo – foi um dos alvos de Saul Kripke em Naming and Necessity, que ali defendeu uma forma de millianismo.)

Em estreita harmonia com essas teses lógico-semânticas, Russell desenvolveu algumas teses de teoria do conhecimento, em particular, a distinção entre conhecimento direto (by acquaintance) e conhecimento por descrição. Assim, o conhecimento que se tem de uma mancha vermelha numa parede, para Russell, poderia ser expresso numa frase como (2); por outro lado, o conhecimeto que se tem dos números e de suas relações, p.ex., que 2 é maior do que 1, envolveria conceitos lógicos, e não o conhecimento direto dos números. Russell formulou a relação entre essas duas formas de conhecimento no seguinte princípio: todo o conhecimento envolve a relação direta do sujeito cognoscente com algum objeto (a relação de conhecer diretamente ou, conversamente, de apresentação de um objeto a um sujeito cognoscente), mesmo que esse conhecimento seja conhecimento por descrição de outro objeto.

Da volumosa obra de Russell, destacam-se o seu livro de 1903, The Principles of Mathematics (que consiste numa apresentação informal do projeto logicista de Russell); o clássico artigo de 1905, “On Denoting” (em que Russell apresenta pela primeira vez ao público sua teoria das descrições definidas); o livro em três volumes, em co-autoria com o A.N.Whitehead, publicados entre 1910 e 1913, intitulado Principia Mathematica (a segunda edição, de 1925, contem importantes modificações no projeto logicista de Russell-Whitehead); o seu artigo de 1910-11,”Knowledge by Acquaintance and Knowledge by Description”; e as conferências proferidas no inverno de 1917-18, reunidas sob o título The Philosophy of Logical Atomism.

Decálogo

Russell propôs, em sua autobiografia, um “código de conduta” liberal baseado em dez princípios, à maneira do decálogo cristão. “Não para substituir o antigo”, diz Russell, “mas para complementá-lo”. Os dez princípios são:

  1. Não tenhas certeza absoluta de nada.
  2. Não consideres que valha a pena proceder escondendo evidências, pois as evidências inevitavelmente virão à luz.
  3. Nunca tentes desencorajar o pensamento, pois com certeza tu terás sucesso.
  4. Quando encontrares oposição, mesmo que seja de teu cônjuge ou de tuas crianças, esforça-te para superá-la pelo argumento, e não pela autoridade, pois uma vitória dependente da autoridade é irreal e ilusória.
  5. Não tenhas respeito pela autoridade dos outros, pois há sempre autoridades contrárias a serem achadas.
  6. Não uses o poder para suprimir opiniões que consideres perniciosas, pois as opiniões irão suprimir-te.
  7. Não tenhas medo de possuir opiniões excêntricas, pois todas as opiniões hoje aceitas foram um dia consideradas excêntricas.
  8. Encontres mais prazer em desacordo inteligente do que em concordância passiva, pois, se valorizas a inteligência como deverias, o primeiro será um acordo mais profundo que a segunda.
  9. Sê escrupulosamente verdadeiro, mesmo que a verdade seja inconveniente, pois será mais inconveniente se tentares escondê-la.
  10. Não tenhas inveja daqueles que vivem num paraíso dos tolos, pois apenas um tolo o consideraria um paraíso.

Curiosidades

Outubro de 1948. Quando o avião em que Bertrand Russell estava pousou em um fiorde em Oslo, houve um solavanco. Russell foi parar no chão, onde a água começava a subir, e achou que tinha sido apenas uma onda que tinha invadido o avião e exclamou “well, well” enquanto procurava seu chapéu. Abriram a porta e o puxaram para dentro d’água, só então ele começou a entender o que se passava e só pensava em proteger uma maleta, mas teve de deixá-la para nadar para o barco mais próximo. Metade dos passageiros morreu, houve mais sorte no compartimento traseiro para fumantes, onde o filósofo se encontrava.

Mais tarde um repórter lhe perguntou: “O que pensou quando pulou na água?”

Ele respondeu: “Que estava fria”

Repórter: “Não pensou em misticismo e lógica?”

B.R.: “Não.”

Bibliografia selecionada

  • 1896, German Social Democracy, London: Longmans, Green.
  • 1897, An Essay on the Foundations of Geometry, Cambridge: At the University Press.
  • 1900, A Critical Exposition of the Philosophy of Leibniz, Cambridge: At the University Press.
  • 1910, Philosophical Essays, London: Longmans, Green.
  • 1910–1913, Principia Mathematica (com Alfred North Whitehead), 3 vols., Cambridge: At the University Press.
  • 1912, The Problems of Philosophy, London: Williams and Norgate.(Os problemas da filosofia, trad. Jaimir Conte).
  • 1914, Our Knowledge of the External World, Chicago and London: Open Court Publishing.
  • 1916, Principles of Social Reconstruction, London: George Allen & Unwin.
  • 1916, Justice in War-time, Chicago: Open Court.
  • 1918, Mysticism and Logic and Other Essays, London: Longmans, Green.
  • 1918, Roads to Freedom: Socialism, Anarchism, and Syndicalism, London: George Allen & Unwin.
  • 1919, Introduction to Mathematical Philosophy, London: George Allen & Unwin,
  • 1923, The Prospects of Industrial Civilization (em colaboração com Dora Russell), London: George Allen & Unwin.
  • 1923, The ABC of Atoms, London: Kegan Paul, Trench, Trubner.
  • 1924, Icarus, or the Future of Science, London: Kegan Paul, Trench, Trubner.
  • 1925, The ABC of Relativity, London: Kegan Paul, Trench, Trubner.
  • 1925, What I Believe, London: Kegan Paul, Trench, Trubner.
  • 1926, On Education, Especially in Early Childhood, London: George Allen & Unwin.
  • 1927, The Analysis of Matter, London: Kegan Paul, Trench, Trubner.
  • 1927, An Outline of Philosophy, London: George Allen & Unwin.
  • 1929, Marriage and Morals, London: George Allen & Unwin.
  • 1930, The Conquest of Happiness, London: George Allen & Unwin.
  • 1931, The Scientific Outlook, London: George Allen & Unwin.
  • 1932, Education and the Social Order, London: George Allen & Unwin.
  • 1934, Freedom and Organization, 1814–1914, London: George Allen & Unwin.
  • 1935, In Praise of Idleness, London: George Allen & Unwin.
  • 1935, Religion and Science, London: Thornton Butterworth.
  • 1936, Which Way to Peace?, London: Jonathan Cape.
  • 1937, The Amberley Papers: The Letters and Diaries of Lord and Lady Amberley (com Patricia Russell), 2 vols., London: Leonard & Virginia Woolf at the Hogarth Press.
  • 1938, Power: A New Social Analysis, London: George Allen & Unwin.
  • 1940, An Inquiry into Meaning and Truth, New York: W. W. Norton & Company.
  • 1946, History of Western Philosophy, New York: Simon and Schuster.
  • 1948, Human Knowledge: Its Scope and Limits, London: George Allen & Unwin.
  • 1949, Authority and the Individual, London: George Allen & Unwin.
  • 1950, Unpopular Essays, London: George Allen & Unwin.
  • 1951, New Hopes for a Changing World, London: George Allen & Unwin.
  • 1952, The Impact of Science on Society, London: George Allen & Unwin.
  • 1953, Satan in the Suburbs and Other Stories(contos), London: George Allen & Unwin.
  • 1954, Human Society in Ethics and Politics, London: George Allen & Unwin.
  • 1954, Nightmares of Eminent Persons and Other Stories, London: George Allen & Unwin.
  • 1956, Portraits from Memory and Other Essays, London: George Allen & Unwin.
  • 1956, Logic and Knowledge: Essays 1901–1950, London: George Allen & Unwin.
  • 1957, Why I Am Not a Christian, London: George Allen & Unwin.
  • 1958, Understanding History and Other Essays, New York: Philosophical Library.
  • 1959, Common Sense and Nuclear Warfare, London: George Allen & Unwin.
  • 1959, My Philosophical Development, London: George Allen & Unwin.
  • 1959, Wisdom of the West, London: Macdonald.
  • 1961, Fact and Fiction, London: George Allen & Unwin.
  • 1961, Has Man a Future?, London: George Allen & Unwin.
  • 1963, Essays in Skepticism, New York: Philosophical Library.
  • 1963, Unarmed Victory, London: George Allen & Unwin.
  • 1965, On the Philosophy of Science, Indianapolis: The Bobbs-Merrill Company.
  • 1967, Russell’s Peace Appeals, Japan: Eichosha’s New Current Books.
  • 1967, War Crimes in Vietnam, London: George Allen & Unwin.
  • 1967–1969, The Autobiography of Bertrand Russell, 3 vols., London: George Allen & Unwin.

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Frases de Stephen Covey

- A liderança efetiva é colocar em primeiro o que é mais importante. O gerenciamento efetivo é disciplina, realizando isso.

- Viva da sua imaginação, não da sua história.

- Eu posso mudar. Eu posso viver da minha imaginação ao invés da minha memória. Eu posso me amarrar ao meu potencial ilimitado ao invés do meu passado limitado.