O Coruja das coisas…
O mundo ao alcance de seus olhos…

Mainframes são coisa do passado para a maior parte dos viciados em tecnologia. No entanto, eles podem estar reconquistando parte de sua popularidade. Embora a maior parte das empresas prefira usar bancos de dados menores e mais baratos, algumas gostam da segurança, confiabilidade e facilidade de manutenção dos antigos mainframes.

Para muitas, não existe escolha. Bancos, por exemplo, são obrigados a usar aplicativos criados há décadas, pois mover todas as informações das contas de seus clientes seria um processo caro e, em alguns casos, impossível. Segundo Rakesh Kumar, de uma empresa de pesquisa de marketing, as companhias que podiam abandonar os mainframes já o fizeram.

A IBM, a única grande empresa a ainda vender os mainframes, está tentando mudar o cenário atual. A empresa está focando suas vendas em mercados emergentes, como a China, que precisa de mainframes para lidar com o crescimento de seus bancos. O novo mercado que se abriu a computação em “nuvens” também é promissor. Outras empresas se deram conta do potencial dos mainframes, e já começam a competir com a IBM.

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A Justiça britânica confirmou nesta quinta-feira (21/05) que as batatas “Pringles” são realmente batatas, contrariando o que defendia a fabricante Procter & Gamble e pondo fim a longa batalha judicial na qual a empresa tentava se livrar do Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) que taxa este tipo de produto.

A multinacional defendia que as populares “Pringles” não podem ser consideradas batatas, já que somente 42% de sua composição é realmente batata (o resto seria gordura e farinha). Por isso, as “Pringles” não deveriam estar na lista de aperitivos e a Procter & Gamble não precisaria pagar o IVA.

No Reino Unido, os alimentos não são tributados pelo IVA. Uma das exceções são as batatas fritas de saquinho, descrição que inclui as “Pringles”, segundo decisão do tribunal.

A Justiça julgou o caso em outras duas instâncias. Num primeiro momento, declarou que as “Pringles” eram batatas fritas de saquinho. Depois, decidiu o contrário, parecer que foi revertido nesta quinta-feira por um tribunal de apelação.

A lei britânica sobre o IVA é clara e determina que os aperitivos, entre eles “as batatas fritas de saquinho, as batatas palitos e produtos similares elaborados a partir de batata, farinha de batata ou amido de batata”, estão sujeitos a este encargo.

O representante legal da multinacional, Roderick Cordara, defendeu que, para entrar nesta categoria, as “Pringles” deveriam ser majoritariamente compostas por batata, o que não é o caso.

Mas os juízes rejeitaram o argumento de Cordara de que as “Pringles” não são batatas e concluíram que são suficientemente similares às batatas fritas de saquinho para serem incluídas na lista dos produtos taxados pelo IVA.

“Há um teor de batata mais que suficiente para que seja razoável considerar que (as ‘Pringles’) são feitas de batata”, disse o juiz Robin Jacob, em sua decisão judicial.

Um porta-voz da multinacional expressou sua “decepção” pela resolução e reiterou que a posição da empresa continua sendo a de que as “Pringles” deveriam receber “um tratamento fiscal igual ao dos outros aperitivos com os quais concorre no mercado”.

O juiz Jacob afirmou que os assessores legais do Serviço de Alfândegas e Impostos (HRMC, na sigla em inglês) asseguraram que a Procter & Gamble terá que pagar ” aproximadamente 100 milhões de libras (113 milhões de euros) de impostos atrasados e outros 20 milhões de libras (22,6 milhões de euros) anuais a partir de agora”.

No entanto, um porta-voz da multinacional alegou que fez um acordo com o HRMC para pagar o IVA enquanto o caso estivesse sendo revisado pelo Tribunal de Apelações e que, portanto, não está inadimplente.


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O Produto Interno Bruto (PIB), que mede o desempenho da economia brasileira, registrou queda de 0,8% no primeiro trimestre de 2009, na comparação com os três meses imediatamente anteriores.

Devido a este PIB abaixo de zero,  o país registra sua primeirareceção técnica (que é definida quando há queda do PIB por dois trimestres consecutivos) desde o primeiro e o segundo trimestres de 2003 (quando a economia encolheu 1,44% e 0,23%, respectivamente), não havia este problema, segundo o IBGE.

PIB no primeiro trimestre de 2009

PIB no primeiro trimestre de 2009

Na comparação com o primeiro trimestre de 2008, a queda do PIB no início de 2009 foi de 1,8% – no quarto trimestre de 2008, houve crescimento de 1,3% da economia nesta comparação.

No acumulado dos últimos quatro trimestres, o crescimento do PIB ficou em 3,1%, chegando a R$ 684,6 bilhões.

Mais informações no G1.


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Abraham Maslow

Abraham Maslow

Abraham Maslow

Abraham Maslow

Abraham Maslow (1 de Abril de 1908, Nova Iorque — 8 de Junho de 1970, Califórnia) foi um psicólogo americano, conhecido pela proposta hierarquia de necessidades de Maslow. Trabalhou no MIT, fundando o centro de pesquisa National Laboratories for Group Dynamics. A pesquisa mais famosa foi realizada em 1946, em Connecticut, numa área de conflitos entre as comunidades negra e judaica. Aqui, ele concluiu que reunir grupos de pessoas era uma das melhores formas de expor as áreas de conflito. Estes grupos, denominados T-groups (o “T” significa training, ou seja, formação), tinham como teoria subjacente o facto de os padrões comportamentais terem que ser “descongelados” antes de serem alterados e depois «congelados» novamente — os T-groups eram uma forma de fazer com que isto acontecesse.

Hierarquia de necessidades de Maslow

Hierarquia de necessidades de Maslow


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hierarquia de necessidades de Maslow, é uma divisão hierárquica proposta por Abraham Maslow, em que as necessidades de nível mais baixo devem ser satisfeitas antes das necessidades de nível mais alto. Cada um tem de “escalar” uma hierarquia de necessidades para atingir a sua auto-realização.

Maslow define um conjunto de cinco necessidades descritos na pirâmide.

  • necessidades fisiológicas (básicas), tais como a fome, a sede, o sono, o sexo, a excreção, o abrigo;
  • necessidades de segurança, que vão da simples necessidade de sentir-se seguro dentro de uma casa a formas mais elaboradas de segurança como um emprego estável, um plano de saúde ou um seguro de vida;
  • necessidades sociais ou de amor, afeto, afeição e sentimentos tais como os de pertencer a um grupo ou fazer parte de um clube;
  • necessidades de estima, que passam por duas vertentes, o reconhecimento das nossas capacidades pessoais e o reconhecimento dos outros face à nossa capacidade de adequação às funções que desempenhamos;
  • necessidades de auto-realização, em que o indivíduo procura tornar-se aquilo que ele pode ser: “What humans can be, they must be: they must be true to their own nature!”.

É neste último patamar da pirâmide que Maslow considera que a pessoa tem que ser coerente com aquilo que é na realidade “… temos de ser tudo o que somos capazes de ser, desenvolver os nossos potenciais”.

 

Hierarquia de necessidades de Maslow

Hierarquia de necessidades de Maslow

Críticas

Embora a teoria de Maslow tenha sido considerada uma melhoria em face das anteriores teorias da personalidade e da motivação, ela tem seus detratores. A principal delas é que é possivel uma pessoa estar auto-realizada, contudo não conseguir uma total satisfação de suas necessidade fisiológicas.

Em sua extensa revisão das pesquisas que são dependentes da teoria de Maslow, Wahba e Bridgewell (ligação externa) acharam pouca evidência desta hierarquia de necessidades, ou mesmo da existência de alguma hierarquia.

O economista e filósofo chileno Manfred Max Neef tem argumentado que as necessidades humanas fundamentais são não-hierárquicas e são ontologicamente universais e invariáveis em sua natureza – parte da condição de ser humano. A pobreza, argumenta, é o resultado de uma destas necessidde ter sido frustrada, negada ou não plenamente realizada.


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É o mais famoso dos empresários japoneses que marcaram a economia nos anos 80. Akito Morita é formado em Física e foi oficial da Marinha na 2.ª Guerra Mundial.

Criou uma empresa de engenharia de telecomunicações, a Tokyo Tsushin Kogyo KK, que deu origem à Sony, com Masaru Ibuka (1908-1997). Os primeiros produtos fabricados foram componentes de rádio e um fogão para cozinhar arroz. Em 1950 vendeu o primeiro gravador de cassetes, em 1957 um rádio de bolso e em 1960 o primeiro transístor do mundo.

Mais tarde, criou a primeira câmara de vídeo portátil e o walkman.

A Sony expandiu-se com produtos miniaturizados e líderes em tecnologia. Em 1993 Morita renunciou à presidência da empresa, que valia 6,4 milhões de dólares. 

A Sony e Morita têm histórias paralelas no renascimento do Japão como potência industrial. A sua contribuição resume-se ao que Morita designa “espírito pioneiro”, em que o marketing brilhante não foi puro acidente.


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Konosuke Matsushita nasceu numa aldeia perto de Wakayama, no Japão, e deixou a escola em 1904 para trabalhar num fabricante de grelhadores a carvão. Foi inspector da Osake Electric Light e, em 1917, fundou a sua empresa, a Matsushita Electric.
O primeiro produto da empresa foi um adaptador de tomadas, que ninguém comprou. Outras tentativas foram as placas isoladoras — de elevada qualidade e entregues dentro do prazo —, com que já ganhou algum dinheiro, e um novo farol para bicicletas. Em 1932, Matsushita tinha mais de 1000 empregados, 10 fábricas e 280 patentes. Na 2.ª Guerra Mundial fabricou navios e aviões, em 1958 recebeu um prémio de qualidade e, em 1990, comprou a MCA.
As principais contribuições de Matsushita para a gestão foram: ele deu relevo ao serviço ao cliente antes de qualquer gestor ocidental; deu enfoque à eficiência e qualidade da produção; tinha um espírito empreendedor e assumia riscos; geria com consciência.


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Saída pelos trilhos

O Brasil está embarcando nos trens. A julgar pelos investimentos do Governo federal e as operadoras Transnordestina Logística, Ferroeste e ALL no transporte ferroviário, pode-se dizer que o país vai, dentro de um pouco mais de 10 anos, se tornar uma nação de trilhos. Dos cerca de 29 mil km de hoje, o Brasil saltaria para 41 mil km – o auge foi em 1958, quando chegou-se a marca de 37,9 mil km. A Valec – estatal responsável pela construção de muitas das novas linhas do Brasil, incluindo a Norte Sul – afirma que o governo está expandindo a malha e promovendo a integração nacional pelos trilhos, apesar da crise.

“Os projetos das ferrovias de responsabilidade da VALEC não estão sofrendo impacto em decorrência da crise econômica mundial, já que estão incluídos no PAC. Houve, sim, por prudência por parte do Governo Federal, o adiamento do leilão de subconcessão do trecho Palmas-Estrela d´Oeste, da Ferrovia Norte-Sul, e da Ferrovia Bahia-Oeste, que ligará o porto de Ilhéus (BA) à Ferrovia Norte-Sul, em Figueirópolis (TO)”, afirma José Francisco das Neves, presidente da Valec.

No modelo adotado pela empresa, o Governo inicia a construção da nova linha e a subconcessiona. Os recursos obtidos com o contrato são utilizados nas obras da mesma ferrovia e em outras. Isso foi feito no trecho Açailândia (MA) – Palmas (TO), de 720 km, da Norte Sul — a Vale pagou R$ 1,478 bilhão pelo direito de utilizar os trilhos por 30 anos. Mais que movimentar minério, a empresa mirou no transporte de grãos da região, já que a Norte-Sul está ligada à Estrada de Ferro Carajás, da mineradora. Quando estiver finalizada, a ferrovia terá 2.760 km, entre Belém (PA) e Panorama (SP).

A empresa vai iniciar a construção da Ferrovia Bahia-Oeste, no trecho Ilhéus-Caetité, no segundo semestre deste ano. A obra vai custar R$ 6 bilhões e também será objeto de subconcessão. Apesar dos altos valores, Neves acredita que uma das melhores formas de se enfrentar a crise é com a infra-estrutura ferroviária. “Com toda certeza, a saída para a crise passa também pelo investimento na construção de ferrovias – para reduzir os custos de transporte, aumentar a competitividade dos produtos brasileiros e o próprio custo Brasil”, garante.

As outras ferrovias que estão sob a responsabilidade da Valec são as linhas entre Panorama (SP) e Porto Murtinho (MS); Boqueirão da Esperança (AC), na fronteira com o Peru, e Litoral Norte-Fluminense, no Rio de Janeiro, em cidade a ser definida.

Já o Trem de Alta Velocidade (TAV) entre Rio de Janeiro e São Paulo – sempre falado, mas nunca realizado – vê uma luz no fim do túnel. O Governo acena com disposição de finalmente dar início ao projeto. A previsão é que a licitação para a escolha do consórcio que vai construir e operar o sistema aconteça no segundo semestre de 2009. A linha terá 518 km de extensão, ligando Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, com um investimento previsto de US$ 11 bilhões.

Os projetos da iniciativa privada para expansão da malha, sob responsabilidade das operadoras de carga, sofreram os efeitos da crise. Algumas obras tiveram seu cronograma modificado, mas o setor tem como certo que serão mantidas. “Ainda é prematuro falar sobre o assunto. Temos notícias de vários adiamentos, mudanças de escopo e reestudos, mas muitos serão mantidos”, afirma o diretor-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Rodrigo Vilaça.

A Ferronorte vai ganhar mais 206 km, entre as cidades mato-grossenses de Alto Araguaia e Rondonópolis. A construção ficará a cargo de um consórcio encabeçado pela Constran, que receberá da operadora ALL pelo direito de passagem na linha por 25 anos. A licença para as obras, de acordo com o Ibama, deve sair em fins de abril.

 

Trilhos de trem

Trilhos de trem

A operadora Ferroeste, do Paraná, tem três projetos de expansão da sua malha. Uma delas é a ligação entre Guarapuava e o porto de Paranaguá, sem que seja necessário passar pelo trecho da ALL, dando fim a um importante gargalo, e encurtando a viagem em 125 km. A obra está orçada em R$ 985 milhões. As outras duas obras são entre Cascavel e Foz do Iguaçu, com 170 km de extensão e custo previsto de R$ 390 milhões; e Cascavel e Maracaju (MS), de 500 km e orçamento de R$ 970 milhões.

 

A Transnordestina terá, quando pronta, 1.800 km de extensão, sendo 650 km de linhas novas, entre o interior do Piauí e os portos de Suape (PE) e Pecém (CE). O trecho em construção no momento é entre Missão Velha (CE) e Salgueiro (PE), de 96 km, que é prometida para ser entregue no segundo semestre de 2009. Orçada em R$ 5,4 bilhões, está sendo construída com recursos da própria operadora, a Transnordestina Logística (ex-CFN). Os outros financiadores são o BNDES, Banco do Nordeste, Ministério dos Transportes e Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), gerido pela Sudene, cujo contrato de financiamento – o único que faltava – foi fechado em abril, prevendo a liberação de R$ 2,6 bilhões.

Autor:  Rômulo Tesi


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Michael Porter

Michael Porter

Michael Eugene Porter (Ann Harbour, Michigan, 1947) é um professor Harvard Business School, com interesse nas áreas de Administração e Economia. É autor de diversos livros sobre estratégias de competitividade,

Estudou na Universidade de Princeton, onde se licenciou em Engenharia Mecânica e Aeroespacial. Obteve um MBA e um doutoramento em Economiaempresarial, ambos em Harvard, onde se tornou professor, com apenas 26 anos.

Foi consultor de estratégia de muitas empresas norte-americanas e internacionais e tem um papel activo na política econômica. Do seu trabalho resultaram conceitos como a análise de indústrias em torno de cinco forças competitivas, e das três fontes genéricas de vantagem competitiva: diferenciação, baixo custo e focalização em mercado específico.

Em The Competitive Advantage of Nations (As vantagens competitivas das nações, título obviamente alusivo ao conceito clássico de vantagens comparativas, de David Ricardo, Porter amplia sua análise, aplicando a mesma lógica das corporações às nações, lançando o célebre modelo do diamante. Esta pesquisa permitiu-lhe ser consultor de diversos países, entre os quais Portugal.

Bibliografia

  • Porter, Michael E. (1979) “How competitive forces shape strategy”, Harvard business Review, March/April 1979.
  • Porter, Michael E. (1980) Competitive Strategy, Free Press, New York, 1980.
  • Porter, Michael E. (1987) “From Competitive Advantage to Corporate Strategy”, Harvard Business Review, May/June 1987, pp 43-59.
  • Porter, Michael E. (1989) “A Vantagem Competitiva das nações”, Campus, Rio Janeiro, Campus, 1989.
  • Porter, Michael E. (1989) “Vantagem Competitiva”, Campus, Rio Janeiro, Campus, 1989.
  • Porter, Michael E. (1991) “Estratégia Competitiva”, Campus, Rio Janeiro, Campus, 1991.
  • Porter, Michael E. (1996) “What is Strategy”, Harvard Business Review, Nov/Dec 1996.
  • Porter, Michael E. (2001) “Strategy and the Internet”, Harvard Business Review, March 2001.

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Antes vista como mais baratas e de qualidade inferior, agora o momento é diferente para as marcas próprias. Confira!

Marca Própria

Há algum tempo, produtos de marca própria eram automaticamente associados a um produto simples, geralmente mais barato que as marcas tradicionais, e algumas vezes, até de qualidade inferior aos outros da prateleira. Aparentemente, os dias em que a marca própria era percebida apenas como uma imitação se foi.

De acordo com uma pesquisa divulgada pela Nielsen em 2005, a penetração das marcas próprias no mercado global cresce 5% ao ano, enquanto as marcas tradicionais crescem 2%.

De acordo com o 14° Estudo de Marcas Próprias da Nielsen, publicado em 2008, a Europa é a região onde o setor tem o maior nível de desenvolvimento e chega a superar a marca de 40% de participação em países como Suíça (46%) e Reino Unido (43%).

De fato, um dos fatores externos que influenciam esse cenário é a forte concorrência entre grandes cadeias de desconto e a onda de consolidação de varejistas e/ou atacadistas, que geram economias de escala, favorecendo o desenvolvimento de suas próprias linhas de produtos e serviços.

Por consequência, o reconhecimento da importância da figura da marca própria para o negócio em geral fez com que houvesse um empenho no controle e melhoria contínuos da qualidade e entrega dos produtos e serviços oferecidos. Naturalmente, estes produtos começaram a ganhar relevância no dia-a-dia da vida de seus consumidores, que, uma vez surpresos e satisfeitos com a experiência da marca própria passaram a ser mais e mais fiéis a essa.

E partindo da proposta de valor diferenciada, atributos-chave e valores intrínsecos de suas marcas institucionais que varejistas e atacadistas perceberam que o céu era o limite e, diferente da marca tradicional, havia ficado mais fácil expandir suas ofertas para novas categorias, atingindo novos públicos com base em novas tendências de marketing, dentre elas o branding.

Sem dúvida, o uso de ferramentas poderosas de branding, ou gestão de marca, tais como: segmentação inteligente do portfólio da marca em multi-categorias, nomes provocadores e inspiradores para sub-marcas, design sofisticado e inteligente para rótulos e embalagens, código de cores conveniente para diferentes estilos de vida (preço, qualidade, bem-estar e conveniência, ecológica, ética ou fair trade), estão sendo largamente utilizadas como pontos de melhoria constante da marca própria.

Evidentemente, graças às boas práticas de branding, o que se nota é que a apresentação e a qualidade do produto de marca própria têm aumentado sensivelmente. Cada vez mais nos deparamos com produtos com um alto nível de sofisticação nas prateleiras, e, para nossa surpresa, conseguindo ainda manter uma boa relação custo-benefício para diferentes públicos.

Analisando as marcas próprias mais bem sucedidas na Europa, é possível concluir que a vantagem estratégica é o sucesso suportado pela coerência entre a promessa e a entrega da marca institucional, por meio de um relacionamento forte e transparente seja com o consumidor, o fornecedor, o trade, bem como a comunidade. Tal consistência da personalidade da marca trabalhada em todos os pontos de contato com o mercado e o fator “surpreender e encantar”, trazem à marca própria maior respaldo, tornando-a mais próxima, aceita e desejada pelo público em geral.

 

Fonte: HSM Online

Por Jeaninne Carvalho Mettes (sócia-fundadora da Brand Up, consultoria estratégica de gestão de marcas)


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