O Brasil é o terceiro país com o Big Mac mais caro. O sanduíche aqui custa US$ 4,91, o equivalente a R$ 8,71, ante US$ 3,73 (R$ 6,60) nos Estados Unidos.
O Brasil só perde para a Noruega (US$ 7,20 ou R$ 12,88) e Suíça (US$ 6,19 ou R$ 11,08). O levantamento faz parte do famoso índice Big Mac, que compara o preço do sanduíche em diversos países, realizado pela revista britânica “The Economist”.
O índice Big Mac mostra que o real está supervalorizado em 31%. Segundo a publicação, o câmbio justo seria de R$ 2,33 por dólar, 30% a mais do que o valor de hoje.
De acordo com a publicação, a crise fez com que muitos países tivessem suas moedas desvalorizadas para incentivar as exportações e aumentar o preço dos produtos importados, o que leva consumidores a preferir as mercadorias nacionais.
A sobrevalorização do euro em relação ao dólar recuou de 29% em 2009 para 16% neste ano. A justificativa da Economist é que os investidores têm buscado segurança na Suíça, o que já causou uma apreciação de 68% na moeda local.
A Argentina é o lugar mais barato para comer o sanduíche. Na terra dos hermanos, o Big Mac custa US$ 1,78. O índice criado pela publicação inglesa mostra que o peso está desvalorizado em 52%.
A Ásia também é apontada como um dos lugar mais barato do mundo para se comer um hambúrguer. Um Big Mac custa US$ 1,95 na China ante US$ 3,73 nos Estados Unidos. De acordo com a revista, “o índice mostra que o câmbio correto seria de 3,54 yuans por dólar e não os atuais 6,78″. O que significa que o yuan está desvalorizado em 48%.
A Economist afirma que um dos pontos principais para compor o preço do sanduíche depende dos insumos locais, tais como aluguel e salários, que tendem a ser menores nos países mais pobres.

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