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Pode-se dizer que uma pessoa que ocupa um cargo de dirigente, de liderança, antes dos 25 anos de idade, é titulada como um “jovem administrador”. Embora essas pessoas sejam bastante eficientes e eficazes, dependendo da situação e do ambiente, são observados com certo receio por causa da idade. Em algumas empresas, em que a maioria dos funcionários são jovens, inclusive os seus subordinados, a relação pode até ser mais harmoniosa, mas quando o jovem administrador, lidera pessoas mais maduras, estes muitas vezes agem com um determinado desconforto.

Especialistas em Recursos Humanos, afirmam que esse fato se deve a postura dos mais jovens, que muitas vezes acabam tendo pouco amadurecimento no que tange as relações com as pessoas. Na universidade aprendemos a teoria da administração, mas resolver desordens, tensões, tomar decisões, delegar tarefas, somente à prática nos ensina, e isso pode gerar conflitos, e algumas pessoas se sentem incomodadas por receberem ordens de mais novos.

A credibilidade junto aos subordinados é construída diante da solidez das ações. Não é porque uma pessoa mais nova, que está em cargo superior ao do mais velho, que se tem o direito de “falar grosso”, humilhando-o, o mesmo vale para o mais velho, talvez não seja fácil, mas este precisa aprender que muitas vezes ele não está certo, e que apesar da pouca experiência, o jovem consegue se manter muito mais atualizado. E se há uma coisa que os jovens administradores tem como ponto positivo, é a visão de futuro, foco no negócio.

Muitas novidades que o jovem assimila com muita facilidade, os mais maduros podem demorar um pouco para entender. Como estamos na era da informação, é esperado que os administradores jovens se tornem algo cada vez mais comum. Na realidade, a idade não apresenta uma ligação, pelo menos direta, com a qualificação profissional de uma pessoa. Pode até existir algo com relação a experiência, muitos anos de trabalho, mas atualmente isso pouco contribui, não adianta muito uma pessoa com muita prática naquilo que faz, se ela ficou estacionada no tempo, não se atualizou, afinal, como já dito, estamos na era da informação.

O que se pondera é a criatividade, atitude, reunião de forças, unificação de idéias. E os jovens administradores, com certeza, estão aí, prontos para quebrar paradigmas, acreditar em novos projetos e consolidá-los.

É claro que devemos considerar as empresas que ainda tem, certo preconceito em admitir pessoas mais jovens para cargos de direção. E isso, muitas vezes, se dá pela falta de segurança por parte do contratante, que se sente intimidado em trabalhar com uma pessoa mais nova, que possa manifestar mais disposição e competência. Mas isso é um fato que normalmente só acontece se a empresa e seus funcionários são bastante arcaicos ou completamente inseguros.

Para ser um bom profissional, um bom administrador, é preciso ter conhecimento teórico, formação, habilidades e técnicas. E muitas pessoas apresentam tudo isso, mesmo tendo pouca idade. As vezes somos até injustiçados, mas sem dúvida somos um grande investimento no que tange o capital intelectual de uma empresa.

Simony Jara Russo (Administradora)

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